A arma é limpa em seda com cuidado,
Enquanto o corpo jaz, estendido ao chão...
O ritmo é frenético por todo lado,
Disfarçando o peso de uma louca mão...
Sorrisos brilham frente ao salão,
Numa coreografia de gestos ensaiados;
Na sede do poder, em combustão,
Dançam poderosos, livres e desvairados.
É o espetáculo que o horror consome,
Onde a moeda vale mais que a vida,
E o sangue, matéria prima de sua fome.
A besta ruge em uma festa genocida,
Matando a sede por mais sangue e dor,
Na dança inglória, em nome do Senhor...

Magnífico poema amigo Antônio!
ResponderExcluirEstamos vivenciando "...A besta rugir em uma festa genocida..." nem podemos imaginar que fim a isso chegará, sua capacidade de compor poemas é incrivelmente talentosa, parabéns e fico feliz por ter você como amigo, embora virtual, mas vale e muito!
Abraços apertados!
Ivone
Obrigado Ivone, você nunca esqueço. Foi uma das amigas que me incentivaram a voltar.
ExcluirIsso mesmo, que bom que voltastes, sou pisciana com todas as características sensitivas!
ExcluirSeguindo em frente!
Abraços apertados sempre!