As folhas, em seu fulvo matizado,
Pela relva, pincelam mortas-cores
Onde o fatum, triste, abandonado,
No pálio de angústias e torpores...
No banco, sob o brumo do passado,
Minh'alma escuta a nota da canção;
O amor é como o pélago: agitado,
Ou mudo vácuo a invadir o coração.
"C'est la vie", diz o vento na ramagem,
Limpando a face em róscida lavagem,
Enquanto a sorte brinca de esconder.
Quem sabe o que o destino nos reserva?
Se a dor em nós se cala ou se preserva...
Viver também é ver... a folha fenecer.

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