A arma é limpa em seda com cuidado,
Enquanto o corpo jaz, estendido ao chão...
O ritmo é frenético por todo lado,
Disfarçando o peso de uma louca mão...
Sorrisos brilham frente ao salão,
Numa coreografia de gestos ensaiados;
Na sede do poder, em combustão,
Dançam poderosos, livres e desvairados.
É o espetáculo que o horror consome,
Onde a moeda vale mais que a vida,
E o sangue, matéria prima de sua fome.
A besta ruge em uma festa genocida,
Matando a sede por mais sangue e dor,
Na dança inglória, em nome do Senhor...

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