Vê-se na pele o mapa do passado,
Onde o cinzel do tempo fez ranhura,
A engrenagem do corpo, outrora dura,
Cede ao cansaço de um andar curvado.
Assiste à própria e lenta arquitetura
Desmoronar-se em vala de secura,
Num diagnóstico já sentenciado.
Não há revolta no pulsar cansado,
Apenas o relógio compassado
Que dita o fim da última jornada...
O olhar — espelho em baço degradado —
E o velho senta, só, sob o pálio,
Despindo a vida como quem larga o fálio,
Olhando o nada... e não temendo o nada.

Alegria em vê-lo de volta, meu amigo! Encanta-me a forma como as suas palavras revestem de beleza as emoções e verdades da alma e da vida! Meu abraço, boa semana.
ResponderExcluirNão conhecia o seu blog, mas gostei de o ter encontrado. Li alguns poemas e fiquei com a certeza de que é um bom poeta. Parabéns pelo talento que as suas palavras revelam.
ResponderExcluirBoa semana.
Um abraço.
A consciência da nossa finitude é um fardo tremendo, contra o qual nada podemos.
ResponderExcluirAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Não encontrei a palavra fálio em nenhum dicionário.
ResponderExcluirAbraço amigo.
Juvenal Nunes
Grande poema, amigo Antônio.
ResponderExcluirAnalisando o Crepúsculo do Ancião, aprendemos
a pôr em nós as fraquezas que nos abalam no fim
da vida.
Abraços
Olinda
Lindo poema, amigo Antônio, tens inspiração e suas palavras sempre tocam( não tem problema não existir no dicionário a palavra fálio) achaste para rimar e ficou lindo!
ResponderExcluirSempre gosto de ler seus escritos, sempre inteligentes e inspiradores, repletos de sentidos!
Abraços apertados, sempre!