O Orvalho da Ausência
Restou do céu um choro represado,
Em cada nó de um galho que entristece,
A tarde, em cinza e mágoa, permanece
No brilho de um cristal dependurado.
São gotas — ou lembranças do passado? —
Que o vento, com cuidado, balança e tece,
Uma nostalgia antiga que aparece
No vulto de um jardim abandonado.
Cada esfera de luz guarda um segredo,
Na transparência baça d'agonia...
Um tempo que fugiu por entre os dedos,
E quando a gota cai, no chão perdida,
Leva consigo um pouco desta vida,
Que morre em cada fim de calmaria.

Um poema muito bem ritmado e cheio de musicalidade.
ResponderExcluirBoa semana.
Juvenal Nunes
Olá, Antônio. Que delicado e lindo poema que nos faz refletir sobre o tempo que passa e com ele vai a tristeza. Abraços
ResponderExcluirOlá, Antônio
ResponderExcluirBom dia.
Já sigo este seu blogue, no passado e também agora.
Adoro a sua forma de escrever e procuro sempre
deixar o meu comentário com toda a amizade.
Gotas que vão engrossando à medida que o tempo
passa e nos faz lembrar os bons amigos.
"E quando a gota cai, no chão perdida,
Leva consigo um pouco desta vida,
Que morre em cada fim de calmaria."
Grande abraço
Olinda
Antonio,
ResponderExcluirJá seguindo aqui deixo o
convite a conhecer o meu Espelhando.
Quanto a publicação, lindos versos
muito bem pontuados por essa
imagem sensacional.
Abraço.
CatiahôAlc.
Antônio, soneto de nos fazer repensar " O Orvalho da Ausência" existe imensa beleza em tudo o que se possa fazer sentir!
ResponderExcluirAmei ler aqui e deixo sempre meus parabéns pelas suas sensibilidades!
Abraços apertados!
Caro António;
ResponderExcluirVim conhecer o seu espaço e fiquei impressionado com a sua escrita.
Gostei muito deste texto.
Toca mundo, em nós.