Sob o pálio de incensos e de ritos,
Ecoam Salmos numa prece vaticana!
Mas no vácuo dos seios nús, aflitos,
Vibra a carne e gemido que profana...
Canta o monge em tom hierofante,
Enquanto o nardo o espírito inebria;
Mas surge a sombra, em vulto ofegante,
Na merencória, mas sacrária liturgia...
É a tentação que o demônio inflama,
Em áureo fogo que esta alma clama,
Pecaminosa, entre incensos e turíbulo.

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