sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Ecos do Tempo

Escuto o tique-taque no horizonte,
Qual onda a desmanchar a fina areia.
O tempo, fluido rio de uma fonte,
Nas sombras da existência se encadeia.
​Corri buscando a luz que logo se esvai,
Perdendo as horas vivas pela noite,
Mas vejo que o minuto que se vai
Não há de ser remorso nem açoite.
​E na calma o silêncio me procura
Revelando que o destino inda é meu,
Pois a alma nessa paz sublime é cura.
​
Pois o tempo já não corre no compasso;
E não fujo mais do fim que se acendeu,
Sou feito do momento em que me faço...



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