Escuto o tique-taque no horizonte,
Qual onda a desmanchar a fina areia.
O tempo, fluido rio de uma fonte,
Nas sombras da existência se encadeia.
Corri buscando a luz que logo se esvai,
Perdendo as horas vivas pela noite,
Mas vejo que o minuto que se vai
Não há de ser remorso nem açoite.

Nenhum comentário:
Postar um comentário