Esta volúpia sinuosa apetece e me apanha...
Ardorosa brisa quente, névoa no entardecer,
Que apraz, que seduz; em mim se entranha,
Tão suave que alucina, faz a alma arrefecer!
Mas eis que te vejo nua, na síncope do dia,
A tintura de tua carne, aveludada, quente;
É sangue rubro, qual enorme hemorragia,
De um rosado puro, na mistura do poente.
Fogo do meu fogo, pura essência vaporosa!
Assim como o fogo que aquece, que abrasa,
Assim é tal paixão, alucinante e calorosa...
Mas tu, vida minha! Minha alma minha,
Nutre-me com mais amor, tal qual leoa,
Em transfiguração, de felina e andorinha!

Como é que eu vou começar este meu comentário? Me diga, por favor, se souber, pke eu não sei k vocábulos utilizar.
ResponderExcluirGosto deste António polifacetado, que "hibernou", temporariamente, por razões que não vêm ao caso, mas voltou em plenitude. Você escrevendo, desse jeito, é o António que eu "conheci" há uns tempinhos, e é desse que eu gosto. Se eu "ajudei" a passar para o blog, aquilo que parecia, parecia, escrevi eu, adormecido, me sinto mto feliz e honrada. Aqui, pra nós, me sinto até um tiquinho "musa".
Evidente que dou valor a todos os seus textos, que versem outros assuntos, mas, estes são mesmo a sua "praia" e a sua "cara".
Embora seja uma mulher serena, calma, ponderada, sossegada, gosto de tudo o que é felino, nomeadamente de gatos (falo dos de quatro patas. Dos outros, tb, gosto, obviamente).
E os gatos e especialmente as gatas, k é disso que seu soneto fala, são mto manhosas, pke "atacam", qdo menos você espera. Deitam para fora as "garras" e não há António que resista, que "chegue", mas quem cala consente e você está "mudo".
Bom, e agora, começa a trama, o desejo e o devaneio. Nua, logo na síncope, sorte sua, hein! Tem o dia todinho para observar, tocar, acariciar e depois se "afundar".
Não sei se você aguenta esperar pelo entardecer, para, finalmente a possuir, a ter. Calma, António, k o mundo não vai acabar, hoje!
E depois a pele, pele com pele, que "empurra", que suscita, que apetece, que merece e que impele. Não há como, não há como dizer não, não há a mais pequena hesitação, ai, e esse louco e "desaguisado" coração acelera em arritmia, taquicardia, e que importa, se "fenecer", pergunta uma voz "alterada"? Se "fenecer", respondo, k feneça por algo ou um tudo k valha a pena, pke há de novamente "nascer" para, felinamente, se entregar e se dar ao prazer.
Esse fogo arde, oh, como arde, mas, tal como o de Camões não se vê, só se sente. Está fervendo, pior que febre, vulcão desvairado pronto a jorrar lava. Só pode ser mesmo paixão, pke o amor já não tem, infelizmente, estas etapas. Caiu na rotina e acomodação, ou o deixaram cair. Cabe às mulheres propor, sondar novos "caminhos", inventar formas de amor, pke vocês, o vosso cérebro não tem capacidade para tal. Vocês o que desejam, mesmo, é o produto final. Calma! Vocês têm de visitar, afagar terna e cuidadosamente, todos os cantos, becos e recantos da floresta e, por fim, se deterem na "fonte" de águas limpas e mornas.
Bonito, premente, quando o poeta pede ainda mais amor, pke ainda não está "alimentado" e mto menos saciado.
Depois uma metáfora doce, sublime, grandiosa: a "loba", a "leoa" se transfira numa andorinha morena, que o percorre todo num alvoroço, deixando beijinhos e miminhos em seus lábios e em todas as partes de seu corpinho. Qual prefere? A felina ou a avezinha/andorinha?
VENHA
Estou esperando seu corpo, sua pele toda
para hidratar a minha, seca, pobrezinha
que de tanto implorar, mirrou e murchou
nessa ânsia que não se cala, não descansa
em rodopios alucinantes, ébrios, distantes.
Venha! Venha hoje, só hoje, agora mesmo!
Prometo te receber em cetins envolvida
e por debaixo deles, tecidos de tigresa.
Então, será que resiste e me não assiste?
(Céu)
Agradeço me ter felicitado pelo dia do Poeta, mas eu só escrevo palavras, que formam frases, e que, geralmente, agradam. Se isso é ser poeta, então, eu sou.
Parabéns, isso sim, para você, poeta, António Lídio Gomes!
Bcom muita estima e amizade.
Retificando: "beijos com estima..... "
ResponderExcluirO fogo do amor e da paixão.
ResponderExcluirBelíssimo soneto.
Beijinhos
Maria
Bravo amigo, que bom passar por aqui e sentir a força do amor num belo soneto, como lhe é peculiar.
ResponderExcluirBom lhe ver me produção e bela.
Uma boa e bela semana amigo.
Meu terno abraço de paz e luz.
Olá, querido amigo António!
ResponderExcluirComo vai?
Passando para lhe desejar uma ótima semana, ver se haveria novo post e reler meu comentário, também, onde encontrei um erro de digitação, e que é, da maneira como está escrito, um de natureza morfológica. Me refiro ao último parágrafo antes do pequeno "poema". Onde está escrito transfira numa andorinha, deveria estar: TRANSFIGURA.... As minhas desculpas!
Beijo e até breve!
Só mais uma "coisinha". A imagem é avassaladora. Parabéns! Eu sei que você tem muito bom gosto.
ResponderExcluirDias felizes!
PS: não há novidades no meu blogue.
ResponderExcluirCaro Antônio
Muito obrigada pela sua visita ao Xaile.
Estive uns dias sem aceder ao meu blogue,
daí a minha ausência.
É um prazer ler os seus poemas.Este canta
a paixão e a entrega total. Quem ama assim
e é objecto desse amor tem a Felicidade
completa.
Grande abraço
Olinda
Belleza photo! Your Pinterest/FB friend, Barbara
ResponderExcluirQue versos! Que versos! Inspiradores!
ResponderExcluirwww.ocasuloealarva.blogspot.com.br
Que lindo, e que inspirador. Espero um dia brincar com as palavras como você faz.
ResponderExcluirLindo mesmo.. Parabéns..
Beijos de luz pra você..