sábado, 29 de janeiro de 2011

Anfitriã Eterna




À espreita a morte conosco vaga,
Para descer aos sombrios leitos;
Até findar-se a aventura amarga, 
No infortúnio estaremos sujeitos... 

As flores na terra serão a estampa, 
Os prantos vertidos agora também.
Cingindo a terra que agora acampa, 
Com uma prece e findando Amém... 

Cova soturna, silente e medonha
Abrigo soturno, funéreo da paz, 
Melancólica sina desta anomalia...

A laje encerra de forma tristonha,
A alma defunta à terra então jaz, 
Carcaça vencida em algoz moradia...

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(Escrevi esse poema após o falecimento de Dona Maria Erdei, no dia 10 de Setembro de 2008, as 16:00 h) 

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